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Microplásticos nos oceanos são problema iminente

Microplásticos nos oceanos

Dessa vez o Portal Operação Porto Seguro vai abordar um tema complexo, mas de extrema relevância para a sustentabilidade.

Não trata-se apenas do plástico nos mares que estamos acostumados a ver: copos, sacolas ou canudos, mas sim do excesso de resíduas que são fragmentados ao longo dos anos formado partículas de no máximo 5 mm, denominados microplásticos.

Esse fenômeno está crescendo substancialmente, inclusive em praias brasileiras. Sem faltar nos peixes que consumimos, que já tem em seu interior polímeros ingeridos.

No artigo científico “Microplásticos nos oceanos – um problema sem fim à vista”, os pesquisadores Paula Sobral, João Frias e Joana Martins  afirmaram que interesse por este tema tem vindo a aumentar especialmente após a descoberta de uma mancha muito extensa de plásticos acumulados no Giro do Oceano Pacífico Norte e de trabalhos que chamaram a atenção da comunidade científica para o facto da quantidade de plástico ser superior à quantidade de plâncton em várias zonas dos oceanos. “Recentemente, investigadores japoneses e americanos relataram níveis elevados de POP em grânulos de plástico (pellets) recolhidos em praias e águas costeiras um pouco por todo o Mundo”, descrevem. 


Ainda segundo o artigo, a ingestão de micropartículas de plástico por vários grupos de invertebrados foi confirmada por investigadores do Reino Unido, que relataram a sua translocação para o sistema circulatório no mexilhão, aumentando as preocupações pelo facto das micropartículas uma vez ingeridas poderem vir a afectar órgãos vitais. Em Portugal a investigação sobre este tema foi iniciada em 2008 com as primeiras recolhas de microplásticos em praias e a análise de hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, PAH, bifenis policlorados, PCB e o insecticida DDT, adsorvidos aos pellets verificando-se que todos apresentam contaminação. 

Os microplásticos que ocorrem nas praias da costa ocidental perfazem 71% do total de plásticos e os mais abundantes situam-se entre os 3 e os 5 mm de diâmetro (59%). Foi ainda realizada uma pesquisa desse tipo de partículas em amostras de plâncton recolhidas ao largo da costa portuguesa em 2002 e de 2005 a 2008 tendo-se observado a presença de plástico em 63 % das amostras de plâncton.

Brasil

Pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) encontraram partículas plásticas no intestino de peixes amazônicos e em todas as amostras de areia de uma praia da região

Dois estudos analisaram a situação dos peixes dos rios Amazonas e Xingu, encontrando resíduos plásticos em cerca de 30% dos indivíduos. Um terceiro estudo, divulgado agora, constatou a distribuição generalizada do microplástico em uma praia no litoral nordeste do Pará.


REFERÊNCIA 

SOBRAL, Paula; FRIAS, João; MARTINS, Joana. Microplásticos nos oceanos-um problema sem fim à vista. Revista Ecológica, Lisboa, v. 3, p. 12-21, 2011.
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